«Não é possível desligar a catequese da cultura», Maria Luísa Boleo

Catequeta apresentou os «desafios atuais à catequese» a partir do capítulo X do Diretório.

«A catequese diante dos cenários culturais contemporâneos» foi o tema apresentado esta tarde no 49º Interdiocesano de catequistas da zona Centro. Maria Luísa Boleo, catequista e catequeta apresentou aos participantes os principais desafios com que o setor se depara no mundo atual para que “o querigma chegue à Humanidade de hoje”.

“Hoje não é possível desligar a catequese do dado cultural que nela intervém, e influencia-a na sua poliedricidade”, afirmou.

A catequeta alertou para “a indiferença e o sincretismo” como dois dos grandes riscos com que se depara a transmissão da fé e sustentou e necessidade de “um olhar de fé perante a sociedade”.

“A comunidade eclesial deve olhar para a sociedade humana com olhar de fé. Este rosto multiforme da realidade convoca ao aparecimento de muitas mentalidades que são um desafio sempre novo à transmissão do querigma”, apontou.

Perante mais de três centenas e meia de catequistas, Maria Luísa Boleo considerou a urgência de uma “educação que ajude a pensar criticamente e que promova a assunção e formulação de valores”.

“A missão do catequista hoje é por demais complexa porque os diferentes lugares de vivência social constituem-se como um desafio à descoberta de Deus”, alertou.

Perante a complexidade sociológica atual, e tendo em conta as novas linguagens no âmbito do virtual a catequeta considerou ser prioritário a “formação de catequistas com grande segurança doutrinal, bíblica e litúrgica”.

“Só deste modo seremos capazes de adequar o querigma a cada cultura e a cada povo no respeito e na valorização das suas tradições e promovendo uma simbiose entre fé e vida”, concluiu.

Após a última conferencia do dia os catequistas participam em ateliês para o aprofundamento de alguns dos cenários apresentados no capítulo X do Diretório para a Catequese, com temas como «Catequese e mentalidade científica», «Catequese e cultura digital», «Catequese e bioética», «Catequese e integridade da pessoa e Opção pelos pobres», «Catequese e compromisso ecológico».

Fonte: Educris

Um pensamento sobre “«Não é possível desligar a catequese da cultura», Maria Luísa Boleo

  1. Já tive o privilégio de ter 2 formações com esta grande senhora da catequese, concordo plenamente que nós ,eu pelo menos sinto a necessidade de mais formação o problema é que a maioria dos catequistas tem vida profissional a família o que torna muito difícil a constante formação .Mas creio que para um catequista o mais importante é ter jesus na sua vida como objectivo ,ser positivo e ter um equilíbrio para uma mente aberta e capaz de realmente adaptar o que sabe e aprende com a situação social da sua paróquia (comunidade).
    Para mim o mais importante era mesmo as crianças serem crianças e pensarem como crianças,
    porque continuam muito formatadas e nós ,Eu ainda não consegui saltar esse estigma .Porque lá está o que diz a Dta Luísa Boleo as crianças estão inseridas em meios completamente distintos, o que serve para uns não serve para outros.
    Grata por poder expor este pensamento.
    Fátima Fonseca

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