Papa Francisco: Discriminação e perseguição religiosa

67% da população mundial vive em países onde o direito à liberdade religiosa é negado. “Como permitimos que numa sociedade altamente civilizada existam pessoas que são perseguidas simplesmente por professar publicamente sua fé?” Se deixarmos que o que nos diferencia nos separe, estaremos perdendo de vista algo fundamental: “Como seres humanos, temos tantas coisas em comum que podemos conviver acolhendo as diferenças com a alegria de ser irmãos”. Sigamos o conselho que o Papa nos dá em sua intenção de oração para janeiro: “Vamos escolher o caminho da fraternidade”.

“Como é possível que hoje muitas minorias religiosas sofram discriminação ou perseguição?

Como permitimos que nesta sociedade altamente civilizada existam pessoas que são perseguidas simplesmente por professar publicamente sua fé? Isso não só é inaceitável, é desumano, é insano.

A liberdade religiosa não se limita à liberdade de culto, ou seja, a que se possa ter um culto no dia prescrito pelos seus livros sagrados. Mas nos faz valorizar os outros em suas diferenças e reconhecê-los como verdadeiros irmãos.

Como seres humanos, temos tantas coisas em comum que podemos conviver acolhendo as diferenças com a alegria de ser irmãos.

E que uma pequena diferença, ou uma diferença substancial como a religiosa, não obscureça a grande unidade de ser irmãos.

Vamos escolher o caminho da fraternidade. Porque ou somos irmãos, ou todos perdemos.

Rezemos para que as pessoas que sofrem discriminação e perseguição religiosa encontrem nas sociedades em que vivem o reconhecimento e a dignidade que nasce de ser irmãos e irmãs.”