Roma: Congresso reforçou necessidade de formação dos catequistas

«O Catequista, testemunha da vida nova em Cristo» foi o tema do III Congresso Internacional da Catequese que se realizou no Vaticano, de 8 a 10 de setembro de 2022.

Presente na formação o padre Diamantino Duarte, pároco na diocese de Lamego, afirma que os dias em Roma permitiram “dar várias pistas para o trabalho catequético” e “trazem vários desafios” para o trabalho na catequese.

“Em Lamego estamos numa fase de restruturação na catequese diocesana. Temos uma realidade muito própria pois no interior temos muitas paróquias onde não temos catequese por falta de crianças”, lamenta.

Para o sacerdote é fundamental “dar um novo animo à catequese na diocese” e aponta “os novos documentos nacionais e internacionais” como fundamento “para uma mudança que permita estar em sintonia”.

Para Carlos Novais, catequista na diocese do Porto, o encontro internacional foi “tempo de partilha e de testemunhos” numa Igreja “que parece querer avançar a uma nova velocidade de modo a estar a par do mundo de hoje”.

“Viemos de uma pandemia complicada e, nem por isso, baixámos os braços. No Porto realizámos uma transformação digital e com este ‘novo saber’ percebemos que tudo pode ser ajuda para melhor acompanhar e fazer mais discípulos de Jesus”.

Para o também membro do Secretariado diocesano da Catequese do Porto o grande desafio passa “pelo conhecimento e pela formação dos catequistas a nível paroquial”.

“Quer o digital quer o analógico devem complementar-se. Tudo serve e deve ajudar para fazer uma catequese que privilegie o acompanhamento e o conhecimento pessoal daqueles que se abeiram da Igreja e da catequese para fazer caminho. Deste modo vamos trilhar novos caminhos”.

Lina Aires, da diocese de Vila Real, presente pela primeira vez no Congresso organizado pelo Dicastério para a Evangelização, a catequista considera que “o magistério do catequista traz uma nova responsabilidade a todos os que sentem esta vocação”.

“Precisamos, hoje, de catequistas que amem a palavra de Deus, que dominem o mundo digital para estar nos lugares onde estão os catequizandos, e que não tenham medo de investir numa formação mais ampla que lhes permita acompanhar as novas gerações”.

No final do Congresso D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã Doutrina da Fé (CEECDF), fez um balanço positivo da participação portuguesa e mostrou-se convicto de que a catequese deve “ser capaz de fazer uma síntese entre fé e a vida”.

“Este III Congresso desafiou ao aprofundamento da terceira parte do catecismo da Igreja Católica, que aborda a questão ao agir moral. Os grandes desafios que se nos colocam são os de sermos capazes de fazer a síntese entre a fé e a vida. Uma vida iluminada pelos valores do Evangelho. Se conseguirmos ajudar as pessoas a serem verdadeiramente discípulos, então estamos a fazer caminho”, apontou.

Para o responsável pelo setor em Portugal trata-se de “educar para a liberdade tendo como base as bem-aventuranças e os 10 mandamentos” como “dois códigos que nos ajudam e que são marcos do discipulado”, conclui.

Fonte: Educris