Catequese em nossa Casa: «Viver este tempo em família»

Proposta catequética vai chegar a casa através da televisão e da internet durante as próximas semanas

Começa hoje, pelas 15h00 na RTP2, a primeira «Catequese em nossa Casa», inserida no programa Ecclesia. Numa parceria entre o Secretariado Nacional da Educação Cristã, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja e o Sector da Catequese do Patriarcado de Lisboa, a iniciativa vai levar, semana a semana, uma proposta de catequese para realizar em família. Continuar a ler

Dez regras para a participação na catequese

1.º A inscrição na catequese é recomendada, mas não é obrigatória. É livre. Pais e filhos podem dirigir-se à Igreja e inscrever-se de livre e espontânea vontade. Ao inscrever-se, aceitarão as regras: horário, lugar, catequistas, atividades programadas, por exemplo.

2.º Os catequistas são pessoas normais, que tem família, trabalho, atividades pessoais, estudos, problemas, alegrias, frustrações, desânimo, ou seja, sentimentos comuns a qualquer pessoa. Por isso, hão de ser tratados com carinho e respeito. Mais ainda, quando ser catequista não é uma profissão, mas uma atividade de voluntariado. Continuar a ler

Albuns de José Meneses da Rocha no Spotify!

Partilho convosco alguns dos albuns “Música para a catequese” de José Meneses da Rocha, que estão presentes no Spotify, a pensar nas paróquias que têm internet nas salas de catequese:

1º ano – https://open.spotify.com/album/51BCyEfA6RU57tr10kRWOH

2º ano – https://open.spotify.com/album/7IajRoWLPFCGgTrgF54w7h

3º ano – https://open.spotify.com/album/4udYi9K3wMOaJhPrP7SJuY

Perfil do Autor no Spotify: https://open.spotify.com/artist/4y0wUW4tLrcXOJY7zoFoXb

Relembro que no blog estão disponiveis para download os CDs para o 8º e 10º ano.

A experiência litúrgica da Palavra de Deus

A Palavra de Deus não é discurso, mas a presença real de Deus agindo no mundo, criando-o, sustentando-o, fornecendo-lhe consistência e sentido. Aquilo que temos nas páginas da Bíblia só pode ser chamado de “Palavra de Deus” na medida em que é “inspirada”, ou seja, enquanto obra do Espírito.[1] Inspiração não é aqui um conceito estático e ligado apenas à autoria humana tornada um instrumento divino quando da redação dos textos bíblicos. Inspiração é um termo teológico dinâmico. Lembra-nos do sopro divino que é o próprio Espírito de Deus insuflando vida na obra criada. Vida essa que, no ser humano, concede- lhe uma identidade, um sentido, um caminho, um destino: a comunhão plena com o Criador e na sua mediação, todo o universo criado pelo mesmo Verbo. Continuar a ler

As astúcias do inimigo para atingir as famílias

No Evangelho escrito por São João 10,10 lemos: “O Inimigo veio para roubar, matar e destruir“. Esta é a sua estratégia para cada um de nós e para as nossas famílias.

1º ponto: Roubar a nossa Fé, para que não mais acreditemos em Deus, mas sim, nos valores do mundo. E aí estes valores nos seduzirão, tornando-nos indiferentes aos estragos em nossa família.

2º ponto: Matar dentro do nosso coração a esperança, a fim de que percamos as nossas forças para lutar a favor da família na sociedade.

3º ponto: Destruir o nosso ânimo, entusiasmo, o nosso desejo de vermos famílias santas segundo o projeto de Deus.

Portanto, cuidado! A Eucaristia, a Oração, o Rosário e o Sacramento da Reconciliação, mantém o inimigo longe de nós e da nossa família. Esta é a receita. Ponhamos em prática.

A Igreja celebra o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Hoje a Igreja celebra o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor.

A maior verdade em que és chamado a acreditar é esta: a ressurreição de Jesus. Ela é a maior, a mais desvairada, a mais inacreditável das pretensões cristãs. Há um homem na história que ressuscitou e que Deus constituiu como princípio de um novo destino para a nossa humanidade. De facto, Aquele que contemplaste na cruz está vivo e caminha à frente dos seus. Aquele que viste esmagado pelo sofrimento, testemunha um amor capaz de vencer a morte. Aquele que viste ser depositado no sepulcro deixou vazio o seu sepulcro. Esta é a notícia que o teu coração esperava como nenhuma outra, mas na qual nem ousavas pensar. Este é o dia, o primeiro dia da tua recriação em Cristo. Alegra-te, por isso. Que imensamente te possas alegrar. Veste o teu coração de festa. Compreende que na Ressurreição de Cristo é toda a vida que se amplia, que se desfataliza e ilumina. Compreende que é a tua própria vida que ganha outra forma. Sente-te atraído, puxado, projetado para dentro do Mistério Pascal.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São João. [Ev Jo 20, 1-9]

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

“No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro”. Já te perguntaste por que foi Madalena a primeira testemunha da ressurreição? A resposta mais óbvia é porque foi ela a ir primeiro velar o sepulcro, inconsolável com a morte do seu Senhor. De facto, esse rito de piedade, que é o pranto pelos mortos, cabe tantas vezes na história às mulheres, porque elas exercitam com maior coragem a capacidade de compadecer-se dos outros e de ficar ao lado das vítimas. Mas há talvez outra razão. Quando Maria Madalena encontrou Jesus, ela vivia atormentada, em pura perda, sem horizonte nenhum. No encontro com o Mestre esta mulher descobriu com assombro o que a vida, a sua vida, poderia ser. Já te perguntaste porque foi Madalena a primeira testemunha da ressurreição? A outra resposta possível é esta: porque são aqueles que estiveram como mortos que mais cedo percebem a irrupção da vida. São os desesperados, os infelizes, os buscadores que se abandonam completamente aos pés de Jesus, os primeiros a tatear a sua Ressurreição. Não tenhas, por isso, medo da tua fragilidade, da tua pobreza, da tua imperfeição, do teu inacabamento. O Cristo ressuscitado está pronto a reerguer o teu corpo prostrado e ferido. O Bom Pastor vem para levar-te aos ombros. Ele que veio buscar e salvar o que estava perdido.

“Foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos…”. A experiência do não-saber é uma experiência que acompanha a tua trajetória crente. Muitas vezes consideras que a ignorância é um obstáculo intransponível, que ela te separa absolutamente de Deus. Mas quando lês as narrativas pascais percebes que o “não saber” é um traço da própria fé. É precisamente este “não saber” que te abre as portas de uma outra compreensão. Maria Madalena sabia que Jesus não estava ali, mas o que tinha acontecido ela não sabia. E foi contá-lo a Pedro e João, que vêm a correr e entram no sepulcro. A lição que te transmitem é esta: tens de mergulhar no sentido da morte de Jesus se quiseres entender o sentido da sua ressurreição. Tens também tu de entrar no sepulcro, seguindo Pedro e João. E interrogar-te como eles: que morte foi aquela que estas ligaduras envolveram? Por que é que morreu o Jesus que esteve enrolado neste sudário agora vazio? Em nome de quê, ofereceu Ele a sua vida? Só se te adentrares no mistério desta morte, sentirás os espantosos sinais da Vida nova. A fé Pascal abre-te ao mistério de Jesus para que O vejas na sua realidade total e creias naquilo que Ele é.

“Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.” No fundo, o que é que a Ressurreição te pede? Pede-te estas duas ações aqui desenhadas pelos verbos ver e acreditar. És chamado a ver: a ver que um sepulcro está vazio, a certificar os sinais da ausência de Jesus, a aprofundar a tua visão sobre o significado da sua morte. Mas verdadeiramente só conseguirás ver se acreditares. Normalmente nós vemos para acreditar, é essa a forma mais comum de operar com a realidade. Mas o Ressuscitado inaugura uma nova metodologia: só acreditando poderás ver; só aceitando não tocar o corpo do Ressuscitado o poderás tocar; só acolhendo o silêncio e a distância poderás verdadeiramente viver a intimidade pascal. Por isso, acredita para ver. Dessa forma, encontrarás sentido nas marcas e nos sinais. Acredita para ver e saberás interpretar o mistério da sua presença todos os dias, até ao fim dos tempos.

Jesus está vivo. Ele ressuscitou e vive agora à direita do Pai. Ele ressuscitou e vive agora como Senhor da História. Mas Ele, o Vivente, envia-te o seu Espírito. Porque Ele ressuscitou e está vivo, porque Ele infunde em ti o seu Espírito, tu tornas-te seu Corpo Místico, presença do Ressuscitado no mundo. Intensifica agora a tua oração e dirige-a ao Espírito do Ressuscitado. No teu coração diz: “Espírito, vem!”. E, de novo: “Espírito, vem!”. E ainda outra vez, e outra vez: “Espírito, vem!”. Pede-Lhe a força de acreditar na vida e naquilo que melhor a exprime: a comunhão, o perdão, a amizade, a fraternidade, a compaixão, a misericórdia, o serviço. Pede-Lhe a força de acreditar na vida, pois não é longe daquilo que tu és que encontrarás o Ressuscitado, mas sim abraçando a vida, reconciliando-te com ela, investindo nela esperança e amor. Assim encontrarás o Cristo que agora está, que agora é, que agora vive plenamente em ti. No teu coração diz: “Espírito do Ressuscitado, vem!”. E, de novo: “Vem!”.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

Entramos na Semana Santa

«Senhor, a quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna» Jo 6, 68

Eis que entramos na Semana Santa e que se aproxima a hora do sacrifício de Jesus na cruz. Estes dias convidam-nos à penitência, à mortificação e à contemplação da cruz. “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Tomar a sua cruz e seguir a Cristo: a proposta parece difícil, porque naturalmente preferimos as consolações do mundo. No entanto, as bem-aventuranças ensinam que a verdadeira consolação será no céu, com Deus, em Deus.

Beijar a Cruz é querer imitar Jesus, que sofreu a sua Paixão, mas que venceu a morte e quer que partilhemos a sua Glória. De facto, a contemplação da Cruz de Cristo não se pode separar da consideração da sua Ressurreição e da sua Glória. Sem a Glória, a Cruz é um absurdo e, sem a Cruz, não há Glória. A Cruz torna-se assim a nossa esperança, o único caminho para o céu onde Cristo nos precede para nos dar o exemplo. Às vezes o Senhor faz-nos sentir o peso da cruz. Esse peso parece-nos insuportável, mas conseguiremos levá-lo se nos consciencializarmos de que Jesus está ali, perto de nós, cheio de amor e misericórdia; Ele estende-nos a mão e dá-nos a força necessária.

Peçamos a Maria que nos ajude a viver a Semana Santa num verdadeiro espírito de penitência e de arrependimento – a nossa alegria pascal será assim bem maior !

A Via Sacra com Maria

Via-Sacra faz parte das tradições mais acarinhadas pelos católicos, sobretudo durante a quaresma. É um exercício espiritual – e, em alguns casos, também físico – que ajuda quem o faz a reviver a paixão e morte do Senhor Jesus, acompanhando Aquele que deu a vida pela humanidade e aprendendo d’Ele o “caminho da cruz”, o caminho de todos os homens e mulheres, mais ainda de todos os cristãos.

Susana Arrais e João Chaves dão voz e sentimento a esta Via-Sacra surpreendente. Em cada estação é Maria, a Mãe de Jesus, quem toma a palavra… e é imensa a dor desta Mulher trespassada pelos sofrimentos do seu Filho.

Maria é a imagem viva de todas as mães dolorosamente marcadas pelas dores dos seus filhos e filhas. Vais querer fazer com ela este “caminho da cruz”… que não te vai deixar indiferente.

  • Estação I – Jesus é condenado à morte
  • Estação II – Jesus toma a cruz aos ombros
  • Estação III – Jesus cai pela primeira vez
  • Estação IV – Jesus encontra a sua mãe
  • Estação V – Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a Cruz
  • Estação VI – Verónica enxuga o rosto de Jesus
  • Estação VII – Jesus cai pela segunda vez
  • Estação VIII – Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
  • Estação IX – Jesus cai pela terceira vez
  • Estação X – Jesus é despojado das suas vestes
  • Estação XI – Jesus é pregado na cruz
  • Estação XII – Jesus morre na cruz
  • Estação XIII – Jesus é descido da cruz e entregue a sua Mãe
  • Estação XIV – Jesus é depositado no sepulcro


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Fonte: Passo a Rezar

“O Presépio, um lugar de encontro para todos” – Dinâmica da Diocese do Porto do Advento!

A caminhada diocesana, que nos guiará do início do Advento à Festa do Batismo do Senhor, tem como símbolo o tradicional Presépio, que se apresenta como um lugar convidativo, de entrada livre para todos. O tradicional Presépio é assim o ponto de encontro para todos, um lugar de encontro entre todos e por todos os meios possíveis. Por isso, propomos que se faça um Presépio familiar, em casa, na pequenina Igreja, à semelhança do Presépio comunitário, que construiremos na Igreja, logo na primeira semana do Advento. Mas porque o Presépio e a árvore de Natal comovem o coração de todos, até mesmo daqueles que não creem, propomos que se faça um Presépio em lugar público, convocando e envolvendo as forças vivas locais, para a sua construção e dinamização. Esta ideia de propor também um Presépio numa rua, numa encruzilhada, numa praça, permitir-nos-á, segundo o nosso Plano Diocesano de Pastoral, “criar comunidades missionárias que não passem a vida a repetir indefinidamente o que sempre se fez, mas a «fazer» evangelicamente o que há que fazer neste nosso tempo. E, hoje, temos de ser uma Igreja «fora de portas», uma «Igreja na rua». Particularmente as Paróquias” (Dom Manuel Linda, Plano Diocesano de Pastoral 2018/2019, n.º 5).

A ideia dominante desta caminhada é viver o Natal como festa do encontro e anúncio de alegria para todos, na certeza de que “a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1). O nosso desafio é criar uma cultura do encontro, que alente cada pessoa e cada grupo a partilhar a riqueza das suas tradições e experiências, a abater muros e a construir pontes. Vão neste sentido as propostas que envolvem, além dos cristãos, todas as pessoas de boa vontade. Queremos dar à celebração do Natal deste ano, à sua preparação e vivência, esta perspetiva ampla do “encontro”, porque o Natal é, por excelência, a festa do encontro com Jesus, que inspira, mobiliza e motiva tantos outros encontros pessoais, familiares, eclesiais, sociais e culturais.

Apresentamos dezasseis propostas, como ideias inspiradoras ou despertadoras, para animar pastoralmente esta caminhada. Não queremos apresentar uma “proposta fechada”, a aplicar de maneira uniforme, mas provocar a iniciativa e a criatividade, que marquem de espírito missionário, e de forma poliédrica em toda a diocese, esta caminhada comum. Também a calendarização de algumas iniciativas é apenas uma sugestão, pois há sempre que atender à especificidade dos contextos paroquiais ou comunitários. Não queremos aqui propor um caderno de encargos a cumprir cegamente, mas apenas suscitar o entusiasmo e o empenho de todos, de modo a evitar que, também neste tempo de graça, se caia na tentação de seguir o cómodo critério pastoral do “fez-se sempre assim” (EG 33).

Convertamo-nos, pois, numa Igreja que convida: “Vinde e vede” (Jo 1,39), encarnando o espírito missionário, proposto pelo nosso Bispo: “Gostaria que todo o nosso ano pastoral fosse atravessado pela atitude geral e dominante do “amigo traz amigo” ou «todos à procura de mais um»” (Plano Diocesano de Pastoral 2018/2019, n.º 8).

Para facilitar a preparação atempada desta caminhada, disponibilizamos duas versões desta proposta, uma mais longa, com texto meditativos e uma mais breve, conforme o livreto impresso que será distribuído. Podem ainda aceder à imagem da capa, com ficheiros em vários formatos e ainda a outras imagens de capas alternativas, que podem ser usadas ao gosto de cada um. Boa caminhada e já sabem: o nosso ponto de encontro é o Presépio. Para todos.

Para fazer o download do suporte de material, cliquem no link do Google Drive…

https://drive.google.com/drive/folders/1CDRVDTN9i9dm401th1URsVYeoXAxUAqG?usp=sharing

Fonte: Diocese do Porto