Diocese do Porto | Caminhada Diocesana da Quaresma Páscoa 2021

A Diocese do Porto deseja percorrer, em família e com as famílias, este caminho para a Páscoa de 2021. Com as restrições da pandemia, é sobretudo na casa de cada família, que o queremos fazer. Se o fizermos todos juntos, sentiremos como cada comunidade cristã, apesar da dispersão, não deixará de viver e de crescer como uma verdadeira família de famílias. Convidam-se, pois, cada família a tornar-se verdadeira e pequenina igreja doméstica, lugar onde pais e filhos, netos e avós, crianças e jovens, adultos e idosos, todos juntos, se sentem todos importantes, todos a cuidar de todos, todos unidos em oração, por uma Aliança de amor divino, que nos abarca e abraça a todos. Quem nos une nesta nova Aliança é o próprio Jesus, que foi até ao Sangue, dando a Vida, para que permaneçamos sempre unidos a Ele e n’Ele.

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Rezar pela missão da Igreja

Alicerçados na fraternidade

Na sua mensagem para o Dia Mundial da paz de 2021, o Papa Francisco apresenta um tema que faz um apelo muito concreto ao nosso estilo de vida pessoal, de relação uns com os outros, com a criação, mas também a nível das sociedades e dos povos: “A cultura do cuidado como percurso da paz”.

O cuidado. Uma palavra que ecoa tanto de afetividade, de sentimento de proximidade, de custódia, de considerar aquilo que se cuida como algo precioso e que não se quer perder nem deixar corromper. Este cuidado é uma expressão, em primeiro lugar, da forma como Deus trata cada um dos seus filhos e filhas e como Jesus, manifestação definitiva do amor de Deus, o realizou. O Papa Francisco expressa assim o cuidado na pessoa de Jesus, de forma tão concreta: “Na sua compaixão, Cristo aproxima-se dos doentes no corpo e no espírito e cura-os; perdoa os pecadores e dá-lhes uma nova vida. Jesus é o Bom Pastor que cuida das ovelhas (cf. Jo 10, 11-18; Ez 34, 1-31); é o Bom Samaritano que se inclina sobre o ferido, trata das suas feridas e cuida dele (cf. Lc 10, 30-37)”.

A compaixão por um mundo ferido, que precisa de ser tocado pela nossa oração e compromisso, é o motor da nossa vida, enquanto Rede Mundial de Oração do Papa. Neste ano que começa, podemos tomar a atitude central do cuidado como chave e modo concreto de viver a compaixão ao estilo do Coração de Jesus. E assim o nosso ano pode ser tão fecundo!

Que o início de 2021 nos motive, como família de oração com o Santo Padre, a ser também um sinal visível e eficaz da fraternidade, tema que Francisco escolheu para a intenção deste mês e ao qual também se refere nesta Mensagem: os “acontecimentos, que marcaram o caminho da humanidade no ano de 2020, ensinam-nos a importância de cuidarmos uns dos outros e da criação, a fim de se construir uma sociedade alicerçada em relações de fraternidade”. Peçamos a Deus a graça de sermos os artífices destes alicerces.

Fonte: ClickToPray

Carta Ecumênica para a Semana de oração pela unidade dos cristãos

“As nossas Igrejas e comunidades encontraram a unidade na caridade que é a maior das virtudes e que permanecerá como a marca da nossa comunhão fundada no Senhor Jesus”. Em vista da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2021 foi redigida uma Carta Ecumênica a três mãos: um católico, um ortodoxo e um pastor evangélico.

“Sentimos o desejo de estar próximos uns dos outros, junto com nossas comunidades. O sofrimento, a doença, a morte, as dificuldades econômicas de muitos, a distância que nos separa, não queremos esconder nem diminuir a força de estarmos unidos em Cristo Jesus”. É o que escrevem em uma Carta Ecumênica por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, um católico, um ortodoxo e um pastor. A Carta Ecumênica para a Semana deste ano que será realizada de 18 a 25 de janeiro foi escrita por Dom Ambrogio Spreafico, presidente da Comissão para o ecumenismo e o diálogo da Conferência Episcopal Italiana, Dom Polykarpos Stavropoulos, vigário patriarcal da Arquidiocese Ortodoxa da Itália e Malta, e o Pastor Luca Maria Negro, presidente da Federação das Igrejas Evangélicas da Itália.

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A nossa salvação está próxima

1. O Salmo 84, que agora proclamámos, é um cântico jubiloso e repleto de esperança no futuro da salvação. Ele reflecte o momento exaltante da volta de Israel do exílio na Babilónia para a terra dos antepassados. A vida nacional recomeça naquele querido lar, que tinha sido apagado e destruído pela conquista de Jerusalém por parte do exército do rei Nabucodonosor, em 586 a.C. De facto, no original hebraico do Salmo ouve-se ressoar repetidamente o verbo shûb, que indica a vinda dos deportados, mas significa também “vinda” espiritual, isto é, “conversão”. Por conseguinte, o renascimento não se refere apenas à nação, mas também às comunidades dos fiéis, que tinham vivido o exílio como uma punição dos pecados cometidos e que viam agora a repatriação e a nova liberdade como uma bênção divina, em virtude da conversão alcançada.

2. O Salmo pode ser acompanhado no seu desenvolvimento, segundo duas etapas fundamentais. A primeira, marcada pelo tema da “vinda”, com todos os valores que mencionámos. Celebra-se antes de tudo a vinda física de Israel: “Senhor… Vós sois quem restaurais a parte de Jacob” (v. 2); “Restaurai-nos, ó Deus, nossa salvação… Será que já não nos restituirás a vida…?” (vv. 5.7). Este é um precioso dom de Deus, que se preocupa em libertar os seus filhos da opressão e se empenha na sua prosperidade. Com efeito, Ele “ama tudo o que existe… perdoa a todos, porque todos são dele, o Senhor que ama a vida” (cf. Sb 11, 24.26).

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Celebrar o Natal em Tempo de Pandemia

Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apresentou, ao início da tarde desta quarta-feira, uma nota com indicações para a vivência deste tempo

Nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

1. Damos graças a Deus que neste Natal de 2020 nos convoca a um encontro mais íntimo e essencial com o Emanuel que veio salvar-nos. Queremos levar até ao presépio principal das nossas igrejas – o altar onde o Verbo encarnado se faz nosso Pão – a oferenda da dor e solidão de tantas famílias que vivem horas de sobressalto ou de luto, a generosidade de tantos homens e mulheres que de muitos modos e nos mais diversos âmbitos se dedicam a aliviar esses sofrimentos, os progressos da investigação científica e da solidariedade humana que fazem acender um farol de esperança no horizonte da família humana.

2. Acolhemos as orientações anunciadas pelas autoridades civis e sanitárias: permitir às famílias algum reencontro e celebração comum das próximas festas do Natal. E fazemos nossa a recomendação que as acompanha: que a alegria da festa e dos encontros familiares seja acompanhada de todas as cautelas, de modo que às festividades não suceda nova vaga de contágios com os consequentes sofrimentos e lutos.

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Mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa para o Advento

Deus vem e enche o nosso tempo de “Bom-Dia”!

1. Advento. Deus vem. Deus vem, Deus saúda, Deus fala, Deus ama, Deus chama, Deus ordena, Deus escuta, Deus responde, Deus envia. Advento. Sujeito Deus. Primeiro Deus. O Deus do Advento, o Deus que Vem traz consigo uma grande carga verbal, que convém que se torne “viral” na nossa vida. Imitação de Deus. Deus que vem para nos dizer “Bom-Dia!”, que é o modo de fazer do Senhor Ressuscitado quando se apresenta no meio de nós, e diz: “Shalôm!”, “A Paz convosco!”.

2. Esta Saudação, este Shalôm, esta Paz, este “Bom-Dia”, que ressoa desde a Criação, entra em nós, enche-nos de Bondade e de Alegria, e faz-nos encontrar um modo novo de encarar a vida. Esta Saudação, este Shalôm, esta Paz, este “Bom-Dia”, estabelece connosco uma relação nova e boa, não nos transmite uma informação, não tem em vista um negócio, não solicita a nossa reflexão ou decisão. Não nos deixa a pensar, a escolher, a decidir. Apenas a responder. Apeia-nos, portanto, do pedestal do nosso “eu” patronal: eu penso, eu quero, eu decido, eu, eu, eu…, e deixa-nos apenas a responder. Apenas. Como se responder fosse coisa pouca. Responder ao Senhor da nossa vida. Ao “Bom-Dia” responde-se “Bom-Dia”. É a Bondade sete vezes dita na Criação, o Sentido da Criação e da Vida a passar de mão em mão, rosto a rosto, coração a coração. Do coração de Deus para o nosso coração. Dos nossos corações uns para os outros. Avenida ou torrente de Bondade e de Fraternidade. Advento. Deus vem e enche o nosso tempo de “Bom-Dia”!

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